sabe de onde vim?
não vim, me botaram aqui.
não foi escolha
nem excessão,
muito menos destino.
o acaso me botou no mundo.
poderiam vir muitos- e eles vieram-
mas fui eu
o grande acidente da vida.
fui condenada a viver antes de vir
e ainda tenho que morrer.
desta vez a culpa é do destino!
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
vegetando em espaços de tempos
e passos calados
como se num sussurro da noite
o movimento, o som e o visível
invadissem o céu que se põe
à todo segundo à se viver.
a espera, narrando todo o
circuito da solidão, envolve
todo o sistema nervoso ideológico
e natural
porque isso se vive. - se pensa
em viver, ou seja, estarvivo
intelectualmente.
entorpercer-me é só uma
coisa à se fazer que posso fazer,
já fiz e farei de novo,
bem como uma rotina nutritiva
do pensamento de liberdade,
o pensamento separado,
uma carta fora de todo e qualquer baralho.
a noite vem e vai,
fragmenta todas
as sensações intencionalmente.
- pilantra!
e passos calados
como se num sussurro da noite
o movimento, o som e o visível
invadissem o céu que se põe
à todo segundo à se viver.
a espera, narrando todo o
circuito da solidão, envolve
todo o sistema nervoso ideológico
e natural
porque isso se vive. - se pensa
em viver, ou seja, estarvivo
intelectualmente.
entorpercer-me é só uma
coisa à se fazer que posso fazer,
já fiz e farei de novo,
bem como uma rotina nutritiva
do pensamento de liberdade,
o pensamento separado,
uma carta fora de todo e qualquer baralho.
a noite vem e vai,
fragmenta todas
as sensações intencionalmente.
- pilantra!
quarta-feira, 30 de julho de 2008
seu mistério joga libido
e cai sobre mim
como quem cai despido
e sem pressa de algum fim.
vai flutuando pela pele
sem encostar,
mas fere
cada resfolegar.
e toca numa loucura
que invade
minha audição naquela altura
como se fosse uma escultura
sonora e covarde
inerte de saudade.
recupera o fôlego olhando-me forte
e temendo meu desvio
reduzindo morte
a desafio.
e, por fim, beija-me sorrindo
inversa(mente),
porque sabe que é bem vindo
o sorriso presente.
invadindo
mente.- invadir mentindo.
e cai sobre mim
como quem cai despido
e sem pressa de algum fim.
vai flutuando pela pele
sem encostar,
mas fere
cada resfolegar.
e toca numa loucura
que invade
minha audição naquela altura
como se fosse uma escultura
sonora e covarde
inerte de saudade.
recupera o fôlego olhando-me forte
e temendo meu desvio
reduzindo morte
a desafio.
e, por fim, beija-me sorrindo
inversa(mente),
porque sabe que é bem vindo
o sorriso presente.
invadindo
mente.- invadir mentindo.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
olhava então pro horizonte de um segredo escondido às avessas e não deixava de encontrá-lo por onde passasse e pelo tempo que passasse. Naquele momento percebeu que seu olhar não iria perto o bastante pra desvendar qualquer mistério. o mistério,outro que sempre encontrava. segredo,mistério, opostamente sinônimos.Após perceber o quanto ele poderia ser inútil até de saber,talvez, sua inutilidade, pensou também que,para olhar de perto,antes precisava saber o que é o longe,se está longe,onde é o longe?, por onde é que começa o longe?Daí chegou,enfim,a mais uma conclusão:" se não consigo ver o que se está perto;o que sinto perto;o que ,perto, se sente;como o perto se sente?;ele tem uma identidade?; posso ver então o longe como se nunca tivesse sido olhado, mas sentindo uma grande sensação de nostalgia pré-determinada por um olhar de longe pra longe,ou seja, posso botá-los frente à frente e ver ao ponto que chegariam.talvez seja longe demais ou talvez seja perto o bastante um do outro ou, ainda sim, longe demais e perto o bastante."
sábado, 14 de junho de 2008
não conheço muitas palavras.
mas pelas que eu conheço,
já sei que não as uso, sou usada.
desconheço-as caladas.
reconheço-as quando não ditadas.
não conheço muitas palavras.
mas pelo que eu conheço,
a morte pode ser até falada.
cair na boca do mundo
virou faixada.
cair no mundo da boca
não tem nada a ver com articulações,que são inteiramente previsíveis posto que a ação já percorreu todo corpo.
chegar na boca é um sistema linear,não pelo caminho ser retoe explícito e sim por poder chegar numa conclusão,ter um resultado que resulta na previsibilidade do ato de ir em direção a.
primeiro: a idéia invade o teu cérebro -limitador físico- e gera uma vontade -limita dor física.
segundo: pensa demais.e pensa que pensa demais.enquanto está pensando que pensa demais pensando mais ainda,o pensamento de pensar se torna um sentimento.
terceiro: a partir daí, chegar até a boca é uma questão de limites impostos por seus pensamentos. se seus pensamentos te impedem e é óbvio que o impediria,a ação de ir até a boca se transforma em pressão.não temos funcionalidade sobre pressão, ela é a utilidade sobre não ter.
quarto: chegar à boca.
são etapas e o desfecho é calculado.
não conheço muitas palavras
por ser assim que se chega a boca: desconhecendo o seu limite.
mas pelas que eu conheço,
já sei que não as uso, sou usada.
desconheço-as caladas.
reconheço-as quando não ditadas.
não conheço muitas palavras.
mas pelo que eu conheço,
a morte pode ser até falada.
cair na boca do mundo
virou faixada.
cair no mundo da boca
não tem nada a ver com articulações,que são inteiramente previsíveis posto que a ação já percorreu todo corpo.
chegar na boca é um sistema linear,não pelo caminho ser retoe explícito e sim por poder chegar numa conclusão,ter um resultado que resulta na previsibilidade do ato de ir em direção a.
primeiro: a idéia invade o teu cérebro -limitador físico- e gera uma vontade -limita dor física.
segundo: pensa demais.e pensa que pensa demais.enquanto está pensando que pensa demais pensando mais ainda,o pensamento de pensar se torna um sentimento.
terceiro: a partir daí, chegar até a boca é uma questão de limites impostos por seus pensamentos. se seus pensamentos te impedem e é óbvio que o impediria,a ação de ir até a boca se transforma em pressão.não temos funcionalidade sobre pressão, ela é a utilidade sobre não ter.
quarto: chegar à boca.
são etapas e o desfecho é calculado.
não conheço muitas palavras
por ser assim que se chega a boca: desconhecendo o seu limite.
sábado, 7 de junho de 2008
de repente o natural se faz bizarro,
o mundo penetra no corpo,
a alma extravasa.
e, no entanto, em tanto sentido some,
a lucidez se inverte,
o abandono do material,
o medo real,
o puro medo.
só medo.
o mundo passa pela cabeça
(desforme pensamento),
deforma pensamento.
a cabeça passa pelo mundo
(conforme o pensamento),
conforma pensamento - com forma, pensa.
e na volta do mundo de fora pra fora
e do mundo de dentro pra dentro,
contemplar tornou-se só desatento
e o tempo muda de hora em hora.
contratempo.
contra tempo.
morrer foi existir no vácuo de um único sentimento e ruído: medo e silêncio.
o mundo penetra no corpo,
a alma extravasa.
e, no entanto, em tanto sentido some,
a lucidez se inverte,
o abandono do material,
o medo real,
o puro medo.
só medo.
o mundo passa pela cabeça
(desforme pensamento),
deforma pensamento.
a cabeça passa pelo mundo
(conforme o pensamento),
conforma pensamento - com forma, pensa.
e na volta do mundo de fora pra fora
e do mundo de dentro pra dentro,
contemplar tornou-se só desatento
e o tempo muda de hora em hora.
contratempo.
contra tempo.
morrer foi existir no vácuo de um único sentimento e ruído: medo e silêncio.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
aqui não tem destino
nem estrada.
aqui amar é desatino,
não amar é piada.
aqui o grosso é fino
até descer mais uma rodada.
ali meu mundo é pequeno
que nem o fio da meada.
ali meu amor é súbito
e a noite morre calada.
ali meu tudo é tudo,
meu nada é nada.
no meio não tem pedra
nem te mete em enrascada.
no meio não tem termo
quem diria morte falada.
no meio tem uma rua,
uma bifurcação ousada.
no fim não tem fim
e o começo é marmelada.
no fim o pobre é de mim
que não tenho chão nem enxada.
no fim o sol é curto
e o dia também.
nem estrada.
aqui amar é desatino,
não amar é piada.
aqui o grosso é fino
até descer mais uma rodada.
ali meu mundo é pequeno
que nem o fio da meada.
ali meu amor é súbito
e a noite morre calada.
ali meu tudo é tudo,
meu nada é nada.
no meio não tem pedra
nem te mete em enrascada.
no meio não tem termo
quem diria morte falada.
no meio tem uma rua,
uma bifurcação ousada.
no fim não tem fim
e o começo é marmelada.
no fim o pobre é de mim
que não tenho chão nem enxada.
no fim o sol é curto
e o dia também.
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