Vou me embriagar!
E digo mais:
espremerei o éter das estrelas.
Vou dançar!
A valsinha de Chico no telhado:
Com passo e repasso,
com o copo cheio
que ilumina meu compasso.
Vou fofocar!
Contarei que a Lua não é mais virgem.
E digo mais:
fui eu.
Vou cantar!
Cantar pra esse menino que tem medo de careta.
Vou matar!
Matar o boi da cara preta.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Tatuagem
Há tantas vistas desviadas em um só enredo.
Mulher descalça parece rebelde
sem nenhum segredo.
Guarda rima ilustrada nas costas tatuada
de canção
escassa;
de emoção
ameaçada;
Momento de sã
- "santa paciência!"-
Minha lucidez forjada
atravessa a pele
molhada de um sangue que repele
o vigor de fora,
Mas atrai a perigosa sonoridade
da agulha de tinta
-pra pintar saudade-
e das mãos de um salvador
- Salvador de cá.
Há tantas vistas desviadas em um só enredo.
Mulher descalça parece rebelde
sem nenhum segredo.
Guarda rima ilustrada nas costas tatuada
de canção
escassa;
de emoção
ameaçada;
Momento de sã
- "santa paciência!"-
Minha lucidez forjada
atravessa a pele
molhada de um sangue que repele
o vigor de fora,
Mas atrai a perigosa sonoridade
da agulha de tinta
-pra pintar saudade-
e das mãos de um salvador
- Salvador de cá.
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
você pensa que consegue tudo assim?
quem você pensa que é para mim?
uma probabilidade boa de acerto?
ou o que falta pode ser habilidade?
verdade que nem sou tão esperto.
não me falta um mapa pra achar
onde anda minha lua, vênus,
marte, água, fogo, terra e ar.
é só pedir informação, vai pede!
naquela esquina tem uma cigana.
ali onde a fumaça não fede?
dizem que ela vai falar exatoque tudo está nos nos astros.
a mim, não engana!
ei, ô cigana:
eu estava a procurar minha lua...
-você tem uma moeda?
-minha lua está no capital?
-quer a verdade crua e nua?
-olha, se não for tão animal...
-sua lua tem atmosfera de veneno.
e a moeda é para o vinho.
-o vinho é seu veneno?
-não. é minha lua...
tudo que você precisa
é de um pouco de carinho,
um pouco de veneno,
uma garrafa que lhe avisa
que precisa de mais vinho.
deixa de ser tão ameno!
tira essa cara canina da cara!
você pensa que consegue tudo assim?
você perdeu o que amara...
a cigana pensa que se engana.
é o fim dos tempos!
se for, seu tempo acabou.
descarte a algema cronológica.
cronometre a ausência ideológica.
desperte daquela voz astrológica.
conte os segundos para o fim dos tempos,
por que tudo já se perdeu na lógica.
quem você pensa que é para mim?
uma probabilidade boa de acerto?
ou o que falta pode ser habilidade?
verdade que nem sou tão esperto.
não me falta um mapa pra achar
onde anda minha lua, vênus,
marte, água, fogo, terra e ar.
é só pedir informação, vai pede!
naquela esquina tem uma cigana.
ali onde a fumaça não fede?
dizem que ela vai falar exatoque tudo está nos nos astros.
a mim, não engana!
ei, ô cigana:
eu estava a procurar minha lua...
-você tem uma moeda?
-minha lua está no capital?
-quer a verdade crua e nua?
-olha, se não for tão animal...
-sua lua tem atmosfera de veneno.
e a moeda é para o vinho.
-o vinho é seu veneno?
-não. é minha lua...
tudo que você precisa
é de um pouco de carinho,
um pouco de veneno,
uma garrafa que lhe avisa
que precisa de mais vinho.
deixa de ser tão ameno!
tira essa cara canina da cara!
você pensa que consegue tudo assim?
você perdeu o que amara...
a cigana pensa que se engana.
é o fim dos tempos!
se for, seu tempo acabou.
descarte a algema cronológica.
cronometre a ausência ideológica.
desperte daquela voz astrológica.
conte os segundos para o fim dos tempos,
por que tudo já se perdeu na lógica.
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Talvez eu enlouqueça
e deixe de pensar que sou eu.
Talvez eu envelheça
e pare de me barbear.
Contudo,
Posso ousar dizer todos os mandamentos bíblicos em versos.
Com nada,
Posso calar-me e ouvir o sermão.
Tantos deveres cumpridos
e alguns por terminar
são alguns títulos de mim.
E aquelas velhas promessas
são metaforicamente um deserto meu.
Ah, aqueles versos livres!
Como os invejo,
Sem preocupação com métricas extensas
ou curtas
e sem precisar virar à direita.
Sim, os versos brancos:
Soltos sem rimar casualmente,
Mas quando o sincero encontro de rimas se tornam acaso-instinto puramente animal.
Meus olhos se fecharão
e todas as direitas viradas,
o caminho longo
ou curto,
darão no mesmo infinito préviamente previsto.
e deixe de pensar que sou eu.
Talvez eu envelheça
e pare de me barbear.
Contudo,
Posso ousar dizer todos os mandamentos bíblicos em versos.
Com nada,
Posso calar-me e ouvir o sermão.
Tantos deveres cumpridos
e alguns por terminar
são alguns títulos de mim.
E aquelas velhas promessas
são metaforicamente um deserto meu.
Ah, aqueles versos livres!
Como os invejo,
Sem preocupação com métricas extensas
ou curtas
e sem precisar virar à direita.
Sim, os versos brancos:
Soltos sem rimar casualmente,
Mas quando o sincero encontro de rimas se tornam acaso-instinto puramente animal.
Meus olhos se fecharão
e todas as direitas viradas,
o caminho longo
ou curto,
darão no mesmo infinito préviamente previsto.
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Toda vez volto a lembrar que um dia lembrei e quis esquecer.
Todo canto volto a estar como um dia passei e me vi sem saída.
Toda curva fica mais reta quando volto e viro em diante.
Toda reta fica mais curva e volta no começo do ciclo da trajetória.
Todo encanto volta a ser palavra solta,soada,calada,vendada,esperada.
Todo sarcasmo dá a meia volta e não conclui o fim.
Tudo que vai, volta.-E tende a ir eternamente.
Todo momento volta a ser instante que volta a ser vivido,perdido,ferido,contido,movido,contigo.
Todo eu volta.
Todo tu foi.
Todo nós fomos.
Mas toda a noite volta.
Todo canto volto a estar como um dia passei e me vi sem saída.
Toda curva fica mais reta quando volto e viro em diante.
Toda reta fica mais curva e volta no começo do ciclo da trajetória.
Todo encanto volta a ser palavra solta,soada,calada,vendada,esperada.
Todo sarcasmo dá a meia volta e não conclui o fim.
Tudo que vai, volta.-E tende a ir eternamente.
Todo momento volta a ser instante que volta a ser vivido,perdido,ferido,contido,movido,contigo.
Todo eu volta.
Todo tu foi.
Todo nós fomos.
Mas toda a noite volta.
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