sábado, 14 de junho de 2008

não conheço muitas palavras.
mas pelas que eu conheço,
já sei que não as uso, sou usada.
desconheço-as caladas.
reconheço-as quando não ditadas.
não conheço muitas palavras.
mas pelo que eu conheço,
a morte pode ser até falada.
cair na boca do mundo
virou faixada.
cair no mundo da boca
não tem nada a ver com articulações,que são inteiramente previsíveis posto que a ação já percorreu todo corpo.
chegar na boca é um sistema linear,não pelo caminho ser retoe explícito e sim por poder chegar numa conclusão,ter um resultado que resulta na previsibilidade do ato de ir em direção a.
primeiro: a idéia invade o teu cérebro -limitador físico- e gera uma vontade -limita dor física.
segundo: pensa demais.e pensa que pensa demais.enquanto está pensando que pensa demais pensando mais ainda,o pensamento de pensar se torna um sentimento.
terceiro: a partir daí, chegar até a boca é uma questão de limites impostos por seus pensamentos. se seus pensamentos te impedem e é óbvio que o impediria,a ação de ir até a boca se transforma em pressão.não temos funcionalidade sobre pressão, ela é a utilidade sobre não ter.
quarto: chegar à boca.
são etapas e o desfecho é calculado.
não conheço muitas palavras
por ser assim que se chega a boca: desconhecendo o seu limite.

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