pra te lembrar, fiz de minhas palavras o começo do infinito
denunciei Jesus - ainda não compareceu ao julgamento
invadi o Saara com todo meu deserto
presenciei o assalto da esquina- roubei
lancei moda em milão - bife à milanesa
construi a música "construção" - desabei
multipliquei o universo por zero e adivinha o que deu! - uma solidão blindada.
descobri a gravidade de nascer no mundo atual - 9,80665 m/s²
descobri, também, que isso não importava
grave mesmo era o Pavarotti.
desafiei minha mãe duas vezes - as duas fiquei de castigo.
durante alguns minutos olhei para o sol - queimei minha rotina
encontrei hitler numa casa noturna - virou dançarina. o dono da casa é um negro judeu (que deu em cima de mim) muito simpático.
conversei com Sylvester Stallone sobre o Brasil - "(oh, fuck, don't do that!) i love brazilian people!mostly brazilian men and carnaval!"
desmascarei a teoria da conspiração - era tudo uma conspiração do governo
tentei ressucitar teu cantor favorito, Tim Maia - mas ele também não compareceu
fiz das maravilhas do mundo uma - você.
pra te lembrar, nunca tive graça e esqueci teu nome, então resolvi mudá-lo.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
autobiografia para luísa guimarães
desconcerta-me o pronome pessoal
um cortejo também
pois bem,
o defeito torna-me usual
como toda paixão
um dia usei.
abusei
de tudo que foi em vão
e, no errado, encontrei
qualquer palavra que tivesse rima agora.
a essência do meu pronome pessoal sobre este texto explicativo ajuda-me a explicar melhor o que entra pelos sete buracos da minha cabeça. principalmente, o que entra pelo meu olhar de sempre aprendizado e dissimulado quando trata-se de citar os "sete buracos da minha cabeça" de cateano e de acordo com chico buarque o meu amanhã vai ser outro dia. a música traz-me graça na vida e confortabilidade no amor. escondo-me do público por ter vergonha de mim mesma. sou tímida e minha timidez é um charme. um charme também é o mistério da vida, o meu clichê cotidiano. todos os meus sentidos são muito bem vindos na minha hora favorita: o café matinal em um acordar úmido da grama! apaixona-me a calmaria em meio ao caos, deixa-me acreditada de ser quem sou e o porquê de ser. não espero nenhum futuro e, no presente, meu passado condena-me. acredito que um dia o mundo será submarino e a espécie humana extinta. até que mais evoluções ocorram e alguma espécie metida a besta ache a razão de novo.
desconcerta-me o pronome pessoal
um cortejo também
pois bem,
o defeito torna-me usual
como toda paixão
um dia usei.
abusei
de tudo que foi em vão
e, no errado, encontrei
qualquer palavra que tivesse rima agora.
a essência do meu pronome pessoal sobre este texto explicativo ajuda-me a explicar melhor o que entra pelos sete buracos da minha cabeça. principalmente, o que entra pelo meu olhar de sempre aprendizado e dissimulado quando trata-se de citar os "sete buracos da minha cabeça" de cateano e de acordo com chico buarque o meu amanhã vai ser outro dia. a música traz-me graça na vida e confortabilidade no amor. escondo-me do público por ter vergonha de mim mesma. sou tímida e minha timidez é um charme. um charme também é o mistério da vida, o meu clichê cotidiano. todos os meus sentidos são muito bem vindos na minha hora favorita: o café matinal em um acordar úmido da grama! apaixona-me a calmaria em meio ao caos, deixa-me acreditada de ser quem sou e o porquê de ser. não espero nenhum futuro e, no presente, meu passado condena-me. acredito que um dia o mundo será submarino e a espécie humana extinta. até que mais evoluções ocorram e alguma espécie metida a besta ache a razão de novo.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
dentro de um olho estéril
as imagens poligâmicas
de realidades comidas
por realidades,
reciclam-se.
é a forma de aproveitar-se
da mentira.
e os dejetos de realidades,
aqueles que existiram,
passam a ser projetados como adubos
em imagens cegas
sem ocupar lugar no globo ocular - espaço.
a imaterialidade está continuamente
inexistindo.
as imagens poligâmicas
de realidades comidas
por realidades,
reciclam-se.
é a forma de aproveitar-se
da mentira.
e os dejetos de realidades,
aqueles que existiram,
passam a ser projetados como adubos
em imagens cegas
sem ocupar lugar no globo ocular - espaço.
a imaterialidade está continuamente
inexistindo.
terça-feira, 20 de abril de 2010
até palavras secam agora.
a primeira pessoa, nesse caso,
é um sujeito omitido
pela mudança de tempo.
a estação predominante atual
é sertão, a escassez,
a falta.
o litoral não precisava
ser tão longe.
perto do mar,as ondas traziam
esperanças novas
traziam, de volta,
o vazio também...
quando vazio não era permanente.
lágrimas secam
pela falta de água fisiológica.
é tudo, impuramente
corporal.
o organismo adapta-se a carência.
a primeira pessoa, nesse caso,
é um sujeito omitido
pela mudança de tempo.
a estação predominante atual
é sertão, a escassez,
a falta.
o litoral não precisava
ser tão longe.
perto do mar,as ondas traziam
esperanças novas
traziam, de volta,
o vazio também...
quando vazio não era permanente.
lágrimas secam
pela falta de água fisiológica.
é tudo, impuramente
corporal.
o organismo adapta-se a carência.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
conceitualizar o amor me parece tão fácil . o amor é assim e o amor é assado, já foi passado e presente, será futuro e acabado. conceitos e mais conceitos. criaram várias teorias de como o amor pode ser, depende do amor, claro: o frio na barriga,a mão suada, as unhas curtas, os cigarros, os vários cigarros acabados, as palavras incompletas, os sustos inusitados, o olhar que se finge perdido, o batimento batendo calado.o que esquecem é que o amor não é amor. o amor não é conceito por mais que isso já seja um. o amor sem verbo. o amor. amor. mas não quero escrever sobre amor, e sim sobre ela, ela sim tem conceito dos pés até outros pés, por mãos entre outras mãos, braços entre abraços. ela é curva. ela é toda. seu pensamento é reto. seu olhar discreto. ela é coxa e saliva. ela diz morrer quando espera. ela é pontual. ela é minha espera. se não saí de casa,foi ela. e quando não dormi? também ela. já basta eu nela. e eu? eu sou o amor. o amor é um eterno clichê e isso já é um. sou um clichê. meu texto clichê.
sexta-feira, 5 de março de 2010
foi assim, sem palavras, que presenciei mais um eu em muitos de nós. e em tão pouco momento, descobri o universo individual de sensações que percorrem e são percorridas pela imaginação. cheguei no limite-descobri outro. a vida lá dentro vivia mais do que todas as pessoas que existem e olhando algumas vezes raras pra fora, não existia pessoas que existem. o futuro, pois bem, o futuro lembra-me quando chego em casa pela madrugada na ponta do pé e tenho que caminhar até o quarto em silêncio e embriagada. mas não sei o porquê de ter começado a falar no futuro.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
talvez meus pensamentos sejam injustos mas é dessa injustiça que tiro o poder do esquecimento. esquecerei aqueles sorrisos lindos pela metade e aqueles cigarros que queimavam inteiros durante nossos beijos e ,assim que esquecer, esquecerei de novo e de novo até não poder lembrar. vou esquecer de lembrar e lembrar de esquecer todo comprometimento do meu amor com teu dia-a-dia, do meu dia-a-dia com teu amor descomprometido, pois injustiça seria se tivesse de saber do teu esquecimento em todo pensamento.
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