morre de dor
morre de ser
morre sem ver
morre sem amor.
desperdiça
um inflado peito,
de qualquer jeito.
agora cheira
à carniça.
acordou morto.
impossível,
mas se sensível,
a alvorada
hoje é assassina.
e sua dilacerada
presença mórbida,
fétida e odiada
agora ensina
(um recém-morto)
num tom cantado:
a se arrepender
de não ter amado.
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
palavras furtadas agora e mais tarde.
chamadas,quando juntas, de frase.- e quando soltas?
palavra?-quando uma só?
palavra.-quando sempre continua.
palavreado.- quando se tem idéia do que fala(?)
palavrear.- sentar ali, tomar uma dose de dupla sede cômoda e matada.
palavre(ando).-é só chegar em algum lugar.
palavrão.- quando é tão cheia de muito, e tão vazia era à pouco.
pala-vrinha. - se não veio, já sei onde está.
pa-lavra-tudo.- depois enxugar.
pa-lavra-toda.- continuar plantando pra dar muda,mas que sabe escutar.
pa-la-vra.- sílabas tônicas...todas elas.
pala-vramo - embora.
palavriei.- tentei.
palavri-rei.- embora, lá fora,outrora, toda hora.
palavri-rar.- de ponta cabeça no ar.
palavratoa.- jogada ao vento sem se preocupar com talento ou invento de "palavra" ao falar escritamente.(neologismo fantástico sem lógica nem previsão). fazer sentido? -faço não.
chamadas,quando juntas, de frase.- e quando soltas?
palavra?-quando uma só?
palavra.-quando sempre continua.
palavreado.- quando se tem idéia do que fala(?)
palavrear.- sentar ali, tomar uma dose de dupla sede cômoda e matada.
palavre(ando).-é só chegar em algum lugar.
palavrão.- quando é tão cheia de muito, e tão vazia era à pouco.
pala-vrinha. - se não veio, já sei onde está.
pa-lavra-tudo.- depois enxugar.
pa-lavra-toda.- continuar plantando pra dar muda,mas que sabe escutar.
pa-la-vra.- sílabas tônicas...todas elas.
pala-vramo - embora.
palavriei.- tentei.
palavri-rei.- embora, lá fora,outrora, toda hora.
palavri-rar.- de ponta cabeça no ar.
palavratoa.- jogada ao vento sem se preocupar com talento ou invento de "palavra" ao falar escritamente.(neologismo fantástico sem lógica nem previsão). fazer sentido? -faço não.
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
era canhoto e acordou com o pé esquerdo.
usou de uma meia para coar o café
-não é relevante de qual pé a meia vinha.
vomitou inversamente todo café que tinha.
perguntou-se se sua fé na solidão era medo
ou asco da humanidade e de sua falta de privacidade.
direitos humanos.
primeiro, me mostre
o lado que estamos:
dos direitos
ou dos humanos?
escovou os dentes com a boca aberta
-não é relevante qual boca.
tomou banho sem estar alerta,
limpou todo o corpo,mas usou touca:
não molhou a cabeça,
já estava encharcada.
com tanto que não esqueça
da lucidez pelada.
não era esquerda nem seca.
não era direita nem molhada.
não era pensar nem enchaqueca.
era cabeça descolada
-que esqueceu embaixo do prório nariz.
direitos desumanos.
segundo, não mostre
o que deixamos:
os direitos?
ou os humanos?
um minuto do que mostramos
e não somos
porque deixamos
e esperamos,
no final, todos enganamos.
convenhamos,
nos enforcamos
sem perda ou danos.
usou de uma meia para coar o café
-não é relevante de qual pé a meia vinha.
vomitou inversamente todo café que tinha.
perguntou-se se sua fé na solidão era medo
ou asco da humanidade e de sua falta de privacidade.
direitos humanos.
primeiro, me mostre
o lado que estamos:
dos direitos
ou dos humanos?
escovou os dentes com a boca aberta
-não é relevante qual boca.
tomou banho sem estar alerta,
limpou todo o corpo,mas usou touca:
não molhou a cabeça,
já estava encharcada.
com tanto que não esqueça
da lucidez pelada.
não era esquerda nem seca.
não era direita nem molhada.
não era pensar nem enchaqueca.
era cabeça descolada
-que esqueceu embaixo do prório nariz.
direitos desumanos.
segundo, não mostre
o que deixamos:
os direitos?
ou os humanos?
um minuto do que mostramos
e não somos
porque deixamos
e esperamos,
no final, todos enganamos.
convenhamos,
nos enforcamos
sem perda ou danos.
sábado, 27 de outubro de 2007
remeti-me a prosa do segundo e do minuto:
-serei minuto..mas preciso passar por esses segundos com primeiras intenções de chegar a mim por um instante.
-não sejas apressado, fui segundo pela primeira vez e juntei todos esses imigrantes momentâneos para formar minha tripulação passageira.
-não tenho pressa, só preciso viver cada segundo e à cada segundo, posso até me apaixonar mas é tão instantâneo quanto o ponteiro girando no sentido anti horário e não fazer nenhuma diferença no final das contas.
-não te apaixones,segundo; primeiro tente livrar-se de tudo que te prende em segundo plano e vire o primeiro de muitos segundos.
-já fui e tendo a ser sempre o primeiro segundo, até que me torne minuto e tenha alguns segundos a tratar e a passar pelo tempo sempre em primeiro lugar; não existe segundo plano e sim um plano à cada segundo.
-queria ter a sabedoria de um segundo.
-serei minuto..mas preciso passar por esses segundos com primeiras intenções de chegar a mim por um instante.
-não sejas apressado, fui segundo pela primeira vez e juntei todos esses imigrantes momentâneos para formar minha tripulação passageira.
-não tenho pressa, só preciso viver cada segundo e à cada segundo, posso até me apaixonar mas é tão instantâneo quanto o ponteiro girando no sentido anti horário e não fazer nenhuma diferença no final das contas.
-não te apaixones,segundo; primeiro tente livrar-se de tudo que te prende em segundo plano e vire o primeiro de muitos segundos.
-já fui e tendo a ser sempre o primeiro segundo, até que me torne minuto e tenha alguns segundos a tratar e a passar pelo tempo sempre em primeiro lugar; não existe segundo plano e sim um plano à cada segundo.
-queria ter a sabedoria de um segundo.
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
tem uma janela aberta
sem fechar multidão à fora.
debruçada a solidão liberta
o destino de outrora.
tem uma janela certa,
outra controla
a vista deserta
do tempo em hora.
qual será descoberta?
a meia ou a sola?
não tem página concreta
que,quando toda escrita, revela.
tem uma janela aberta.
tem um mundo lá fora.
tem gente liberta.
tem tempo à toda hora.
sem fechar multidão à fora.
debruçada a solidão liberta
o destino de outrora.
tem uma janela certa,
outra controla
a vista deserta
do tempo em hora.
qual será descoberta?
a meia ou a sola?
não tem página concreta
que,quando toda escrita, revela.
tem uma janela aberta.
tem um mundo lá fora.
tem gente liberta.
tem tempo à toda hora.
domingo, 14 de outubro de 2007
esse jeito de olhar
confunde-me:
por que quanto mais longe é menor,
se quanto mais se afasta é maior o que sinto?
a ilusão de óptica é tão certa
quanto os olhos fechados e o coração sentindo.
meu grito virou eco
sem sequer repetir uma só palavra,
porque à cada som perde o significado
e sobe um tom.
o olhar e o grito que lancei
se eternizaram
no limite de um horizonte
no vácuo de um prelúdio.
não me olhe de perto
e nem fale comigo.
se é que quer me entender.
confunde-me:
por que quanto mais longe é menor,
se quanto mais se afasta é maior o que sinto?
a ilusão de óptica é tão certa
quanto os olhos fechados e o coração sentindo.
meu grito virou eco
sem sequer repetir uma só palavra,
porque à cada som perde o significado
e sobe um tom.
o olhar e o grito que lancei
se eternizaram
no limite de um horizonte
no vácuo de um prelúdio.
não me olhe de perto
e nem fale comigo.
se é que quer me entender.
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
A vida é tão curta.
A vida,então curta
A vida no meu curta é
Ávida e de saia curta.
Ávida com saia justa.
Saí-me justa?
Saia da vida grossa e curta.
Saia da justa vida puta
No teatro de ser amada.
Curta, sai justa pra vida
Que deve ser privada.
Me vê um caldo de cana
e um pastel de carne.
Me vê um caldo de carne
e um pastel de cana.
Me vê uma carne pastel
e um caldo em cana.
Me vê uma carne em caldo
e um cana pastel.
Me vê uma vida.
Eu vi:
Da mulher
ao qualquer
um.
Eu vi:
Da dor ao
meu sangue,
da flor ao
copo e colher.
Lama de mangue
sujando o
que não vi,
dá?
Vida: curta e saia justa.
Da vida saia e dê saia curta
pra que seja justa, a vida
que é grossa e curta.
A vida,então curta
A vida no meu curta é
Ávida e de saia curta.
Ávida com saia justa.
Saí-me justa?
Saia da vida grossa e curta.
Saia da justa vida puta
No teatro de ser amada.
Curta, sai justa pra vida
Que deve ser privada.
Me vê um caldo de cana
e um pastel de carne.
Me vê um caldo de carne
e um pastel de cana.
Me vê uma carne pastel
e um caldo em cana.
Me vê uma carne em caldo
e um cana pastel.
Me vê uma vida.
Eu vi:
Da mulher
ao qualquer
um.
Eu vi:
Da dor ao
meu sangue,
da flor ao
copo e colher.
Lama de mangue
sujando o
que não vi,
dá?
Vida: curta e saia justa.
Da vida saia e dê saia curta
pra que seja justa, a vida
que é grossa e curta.
Fato que todo ato
ainda que fraco
anima a noite e
perdoa o acerto.
elogia o erro
que não açoite
aquele aperto
morre.
para velar minha morte
festeje a maior festa:
jogos de sorte e flamencos felizes.
pois já não resta
algo assim como
claustrofobia de mim.
na minha morte aposte!
depressa, aposte intenção
gire a roleta da solidão.
enfrenta os dados jogados
à passagem aberta!
abre.
fechei os olhos e,
finalmente-e por sorte-,
ouço o faceiro instante
que foi traçado
-e estraçalhado-
pelo jogo de minha morte.
acendam uma vela!
uma de sete dias:
-no sétimo descansarei
com os imortais.
nos outros seis:
deixe-me em paz!
ainda que fraco
anima a noite e
perdoa o acerto.
elogia o erro
que não açoite
aquele aperto
morre.
para velar minha morte
festeje a maior festa:
jogos de sorte e flamencos felizes.
pois já não resta
algo assim como
claustrofobia de mim.
na minha morte aposte!
depressa, aposte intenção
gire a roleta da solidão.
enfrenta os dados jogados
à passagem aberta!
abre.
fechei os olhos e,
finalmente-e por sorte-,
ouço o faceiro instante
que foi traçado
-e estraçalhado-
pelo jogo de minha morte.
acendam uma vela!
uma de sete dias:
-no sétimo descansarei
com os imortais.
nos outros seis:
deixe-me em paz!
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
terça-feira, 9 de outubro de 2007
se tudo o que você queria era ser,
ser já não me é musa inspiradora.
o peso ou a leveza é modo de ver
tensão criadora pedir fiança:
presa portando peso de ser.
o ideal inalcansável até cansa
mas não perde a razão de ser
o alvo principal de perseguição.
eu sou a idéia deturpada de mim:
sou a virgem estuprada nas núpcias.
sou a sorte azarada dos dados.
fumaça baforada em astúcia e
medo de ser aquilo que vocês são:
o ser em ideais afugentados
do peso ou leveza do amor.
ou da busca dele, a imagem.
a idealização da flor que perde a cor
de falta de medo ou pior:
excesso de coragem.
tudo fica entreaberto no escuro
nem tudo se aspira em pó.
o mal é pesar o ser
sem saber o que é
ou o que deveria ser
suspiro a sussurrar:
-a leveza de criar.
ser já não me é musa inspiradora.
o peso ou a leveza é modo de ver
tensão criadora pedir fiança:
presa portando peso de ser.
o ideal inalcansável até cansa
mas não perde a razão de ser
o alvo principal de perseguição.
eu sou a idéia deturpada de mim:
sou a virgem estuprada nas núpcias.
sou a sorte azarada dos dados.
fumaça baforada em astúcia e
medo de ser aquilo que vocês são:
o ser em ideais afugentados
do peso ou leveza do amor.
ou da busca dele, a imagem.
a idealização da flor que perde a cor
de falta de medo ou pior:
excesso de coragem.
tudo fica entreaberto no escuro
nem tudo se aspira em pó.
o mal é pesar o ser
sem saber o que é
ou o que deveria ser
suspiro a sussurrar:
-a leveza de criar.
domingo, 7 de outubro de 2007
Eu discuto com a verdade.
Imito a saudade
pra deixar-me intensa,
Fora de rota,
Mas a verdade
não concorda:
diz que é tudo lorota
da saudade,
que sem bondade,
toma-te tudo,
invade.
E aquele silêncio surdo
continua mudo
e não sabe a verdade.
E agindo por aí,
a sinceridade
veio desmentir a verdade.
Verdade.
Ver da
de ver
Da de.
Dever.
Dade.
Imito a saudade
pra deixar-me intensa,
Fora de rota,
Mas a verdade
não concorda:
diz que é tudo lorota
da saudade,
que sem bondade,
toma-te tudo,
invade.
E aquele silêncio surdo
continua mudo
e não sabe a verdade.
E agindo por aí,
a sinceridade
veio desmentir a verdade.
Verdade.
Ver da
de ver
Da de.
Dever.
Dade.
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Essa fumaça entra e se esvai,
Espalha verdade na cabeça.
E o cérebro contrai
felicidade espessa.
Os gazes em mim
mal fazem
parte de um fim
de toda aquela montagem.
Eu tenho um vício
e o mundo também.
Parar não é sorte de quem tem
algum benefício
por nenhum vintém.
Somos emissores dos gases
pro mundo e além.
Mas não são absorvidas verdades
por menos de cem.
Espalha verdade na cabeça.
E o cérebro contrai
felicidade espessa.
Os gazes em mim
mal fazem
parte de um fim
de toda aquela montagem.
Eu tenho um vício
e o mundo também.
Parar não é sorte de quem tem
algum benefício
por nenhum vintém.
Somos emissores dos gases
pro mundo e além.
Mas não são absorvidas verdades
por menos de cem.
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Enquanto brincava de mutualizar,
esfregava meu nariz em mente
pra sentir, cheirar
tal pensamento eloqüente.
E essa indiferença
fez-me presente.
Um grau sem ofensa
de uma proposta indecente.
Tal como uma abstinência
sem necessitar,
Tal como experiência
à vagar
por aí pelo canto-
Onde o refrão acentua
aquele todo desencanto
à voz tua.
E o nada se situa,
Friza encanto-
Aquela saudade crua.
Conforme for por enquanto,
Desforme é portanto.
Nua-
Manto.
Tua.
Tanto.
esfregava meu nariz em mente
pra sentir, cheirar
tal pensamento eloqüente.
E essa indiferença
fez-me presente.
Um grau sem ofensa
de uma proposta indecente.
Tal como uma abstinência
sem necessitar,
Tal como experiência
à vagar
por aí pelo canto-
Onde o refrão acentua
aquele todo desencanto
à voz tua.
E o nada se situa,
Friza encanto-
Aquela saudade crua.
Conforme for por enquanto,
Desforme é portanto.
Nua-
Manto.
Tua.
Tanto.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Vou me embriagar!
E digo mais:
espremerei o éter das estrelas.
Vou dançar!
A valsinha de Chico no telhado:
Com passo e repasso,
com o copo cheio
que ilumina meu compasso.
Vou fofocar!
Contarei que a Lua não é mais virgem.
E digo mais:
fui eu.
Vou cantar!
Cantar pra esse menino que tem medo de careta.
Vou matar!
Matar o boi da cara preta.
E digo mais:
espremerei o éter das estrelas.
Vou dançar!
A valsinha de Chico no telhado:
Com passo e repasso,
com o copo cheio
que ilumina meu compasso.
Vou fofocar!
Contarei que a Lua não é mais virgem.
E digo mais:
fui eu.
Vou cantar!
Cantar pra esse menino que tem medo de careta.
Vou matar!
Matar o boi da cara preta.
Tatuagem
Há tantas vistas desviadas em um só enredo.
Mulher descalça parece rebelde
sem nenhum segredo.
Guarda rima ilustrada nas costas tatuada
de canção
escassa;
de emoção
ameaçada;
Momento de sã
- "santa paciência!"-
Minha lucidez forjada
atravessa a pele
molhada de um sangue que repele
o vigor de fora,
Mas atrai a perigosa sonoridade
da agulha de tinta
-pra pintar saudade-
e das mãos de um salvador
- Salvador de cá.
Há tantas vistas desviadas em um só enredo.
Mulher descalça parece rebelde
sem nenhum segredo.
Guarda rima ilustrada nas costas tatuada
de canção
escassa;
de emoção
ameaçada;
Momento de sã
- "santa paciência!"-
Minha lucidez forjada
atravessa a pele
molhada de um sangue que repele
o vigor de fora,
Mas atrai a perigosa sonoridade
da agulha de tinta
-pra pintar saudade-
e das mãos de um salvador
- Salvador de cá.
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
você pensa que consegue tudo assim?
quem você pensa que é para mim?
uma probabilidade boa de acerto?
ou o que falta pode ser habilidade?
verdade que nem sou tão esperto.
não me falta um mapa pra achar
onde anda minha lua, vênus,
marte, água, fogo, terra e ar.
é só pedir informação, vai pede!
naquela esquina tem uma cigana.
ali onde a fumaça não fede?
dizem que ela vai falar exatoque tudo está nos nos astros.
a mim, não engana!
ei, ô cigana:
eu estava a procurar minha lua...
-você tem uma moeda?
-minha lua está no capital?
-quer a verdade crua e nua?
-olha, se não for tão animal...
-sua lua tem atmosfera de veneno.
e a moeda é para o vinho.
-o vinho é seu veneno?
-não. é minha lua...
tudo que você precisa
é de um pouco de carinho,
um pouco de veneno,
uma garrafa que lhe avisa
que precisa de mais vinho.
deixa de ser tão ameno!
tira essa cara canina da cara!
você pensa que consegue tudo assim?
você perdeu o que amara...
a cigana pensa que se engana.
é o fim dos tempos!
se for, seu tempo acabou.
descarte a algema cronológica.
cronometre a ausência ideológica.
desperte daquela voz astrológica.
conte os segundos para o fim dos tempos,
por que tudo já se perdeu na lógica.
quem você pensa que é para mim?
uma probabilidade boa de acerto?
ou o que falta pode ser habilidade?
verdade que nem sou tão esperto.
não me falta um mapa pra achar
onde anda minha lua, vênus,
marte, água, fogo, terra e ar.
é só pedir informação, vai pede!
naquela esquina tem uma cigana.
ali onde a fumaça não fede?
dizem que ela vai falar exatoque tudo está nos nos astros.
a mim, não engana!
ei, ô cigana:
eu estava a procurar minha lua...
-você tem uma moeda?
-minha lua está no capital?
-quer a verdade crua e nua?
-olha, se não for tão animal...
-sua lua tem atmosfera de veneno.
e a moeda é para o vinho.
-o vinho é seu veneno?
-não. é minha lua...
tudo que você precisa
é de um pouco de carinho,
um pouco de veneno,
uma garrafa que lhe avisa
que precisa de mais vinho.
deixa de ser tão ameno!
tira essa cara canina da cara!
você pensa que consegue tudo assim?
você perdeu o que amara...
a cigana pensa que se engana.
é o fim dos tempos!
se for, seu tempo acabou.
descarte a algema cronológica.
cronometre a ausência ideológica.
desperte daquela voz astrológica.
conte os segundos para o fim dos tempos,
por que tudo já se perdeu na lógica.
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Talvez eu enlouqueça
e deixe de pensar que sou eu.
Talvez eu envelheça
e pare de me barbear.
Contudo,
Posso ousar dizer todos os mandamentos bíblicos em versos.
Com nada,
Posso calar-me e ouvir o sermão.
Tantos deveres cumpridos
e alguns por terminar
são alguns títulos de mim.
E aquelas velhas promessas
são metaforicamente um deserto meu.
Ah, aqueles versos livres!
Como os invejo,
Sem preocupação com métricas extensas
ou curtas
e sem precisar virar à direita.
Sim, os versos brancos:
Soltos sem rimar casualmente,
Mas quando o sincero encontro de rimas se tornam acaso-instinto puramente animal.
Meus olhos se fecharão
e todas as direitas viradas,
o caminho longo
ou curto,
darão no mesmo infinito préviamente previsto.
e deixe de pensar que sou eu.
Talvez eu envelheça
e pare de me barbear.
Contudo,
Posso ousar dizer todos os mandamentos bíblicos em versos.
Com nada,
Posso calar-me e ouvir o sermão.
Tantos deveres cumpridos
e alguns por terminar
são alguns títulos de mim.
E aquelas velhas promessas
são metaforicamente um deserto meu.
Ah, aqueles versos livres!
Como os invejo,
Sem preocupação com métricas extensas
ou curtas
e sem precisar virar à direita.
Sim, os versos brancos:
Soltos sem rimar casualmente,
Mas quando o sincero encontro de rimas se tornam acaso-instinto puramente animal.
Meus olhos se fecharão
e todas as direitas viradas,
o caminho longo
ou curto,
darão no mesmo infinito préviamente previsto.
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Toda vez volto a lembrar que um dia lembrei e quis esquecer.
Todo canto volto a estar como um dia passei e me vi sem saída.
Toda curva fica mais reta quando volto e viro em diante.
Toda reta fica mais curva e volta no começo do ciclo da trajetória.
Todo encanto volta a ser palavra solta,soada,calada,vendada,esperada.
Todo sarcasmo dá a meia volta e não conclui o fim.
Tudo que vai, volta.-E tende a ir eternamente.
Todo momento volta a ser instante que volta a ser vivido,perdido,ferido,contido,movido,contigo.
Todo eu volta.
Todo tu foi.
Todo nós fomos.
Mas toda a noite volta.
Todo canto volto a estar como um dia passei e me vi sem saída.
Toda curva fica mais reta quando volto e viro em diante.
Toda reta fica mais curva e volta no começo do ciclo da trajetória.
Todo encanto volta a ser palavra solta,soada,calada,vendada,esperada.
Todo sarcasmo dá a meia volta e não conclui o fim.
Tudo que vai, volta.-E tende a ir eternamente.
Todo momento volta a ser instante que volta a ser vivido,perdido,ferido,contido,movido,contigo.
Todo eu volta.
Todo tu foi.
Todo nós fomos.
Mas toda a noite volta.
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