quinta-feira, 24 de março de 2011

O (pseudo) cult

- não acredito na palavra firme da pessoa instável
nem no amante da minha mulher adorável!
não discuto poesia com poeta barato
nem sobre quem atirou o pau no gato!

faço bico quando falo francês
e quando a minha mãe fala que fez -
e não fez.

minha inteligência é atinada
ninguém sabe que eu não sei de nada.
meu veredicto é indiscutível
e meu carão é infalível.

tenho amigos e saio pra beber
e no fim da noite esquecer -
de mim mesmo.

domingo, 13 de março de 2011

quero uma cerveja pra nostalgiar o que não foi vivido
deixar pra lá o que lá está
caminhar sobre as águas dos meus lamentos
deixá-los pra lá
quero o precipício sentado em minha mesa
embriagado, embriagando-me
os olhos dela passam do outro lado
trazê-los-ei ao meu
passa o menino pedindo esmola
e eu pedindo a tua
o meu amor, chegou e foi embora
na mente, ficou tua imagem sem nitidez
tua voz sem clareza
teu sussurro a sussurrar
e toda a bebida, que no outro dia, ainda estará lá
no coração, a partida
e o que lá está.