segunda-feira, 16 de junho de 2008

olhava então pro horizonte de um segredo escondido às avessas e não deixava de encontrá-lo por onde passasse e pelo tempo que passasse. Naquele momento percebeu que seu olhar não iria perto o bastante pra desvendar qualquer mistério. o mistério,outro que sempre encontrava. segredo,mistério, opostamente sinônimos.Após perceber o quanto ele poderia ser inútil até de saber,talvez, sua inutilidade, pensou também que,para olhar de perto,antes precisava saber o que é o longe,se está longe,onde é o longe?, por onde é que começa o longe?Daí chegou,enfim,a mais uma conclusão:" se não consigo ver o que se está perto;o que sinto perto;o que ,perto, se sente;como o perto se sente?;ele tem uma identidade?; posso ver então o longe como se nunca tivesse sido olhado, mas sentindo uma grande sensação de nostalgia pré-determinada por um olhar de longe pra longe,ou seja, posso botá-los frente à frente e ver ao ponto que chegariam.talvez seja longe demais ou talvez seja perto o bastante um do outro ou, ainda sim, longe demais e perto o bastante."

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