parecia...
mas não aparecia.
Aqui na Terra tão ditando o popular
terça-feira, 4 de outubro de 2011
em um pequeno fragmento de universo, um grão de areia espacial, perto de um lugar muito distante daqui, era onde queria estar maria. pensava dia e noite em sentar-se naquela poeira espacial e contemplar as paisagens sem atmosfera, os pensamentos sem gravidade. ela precisaria só de um grão e descobrir como alcançaria a velocidade da luz. desenhava em sua imaginação planos infalíveis para sair desse mundo que a limitava. olhava as estrelas como quem olha furos no céu, a lua era o maior furo, considerava-a o único jeito de sair. procurava na internet uma escada que tinha o comprimento daqui à lua, mas os seres humanos não tinham inventado uma. maria não era que nem todo mundo, maria enxergava além do mundo. naquele grão de areia, maria podia ser só ela e podia não comer alface se não quisesse, não teria de ir a escola aprender sobre as guerras porque lá não teria, não iria chorar por não se aplicar em um mundo normal, não iria ter de esquecer um amor. naquele grão de areia espacial, a felicidade não teria fim e a tristeza sim. maria sumiu.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
não entender o fim de um amor
é como comer migalhas da solidão.
escutar sempre as mesmas músicas cansadas
ter sempre o mesmo apetite
diante de um eterno banquete
acordar só por ter de acordar
dormir por falta de insônia
calar e silenciar -se
incubar todas as teorias mirabulantes
de como conquistá-la
de certo, essa tranquilidade chata que não o deixa sair do ócio,
não o deixaria trazê-la de volta.
é como comer migalhas da solidão.
escutar sempre as mesmas músicas cansadas
ter sempre o mesmo apetite
diante de um eterno banquete
acordar só por ter de acordar
dormir por falta de insônia
calar e silenciar -se
incubar todas as teorias mirabulantes
de como conquistá-la
de certo, essa tranquilidade chata que não o deixa sair do ócio,
não o deixaria trazê-la de volta.
quinta-feira, 24 de março de 2011
O (pseudo) cult
- não acredito na palavra firme da pessoa instável
nem no amante da minha mulher adorável!
não discuto poesia com poeta barato
nem sobre quem atirou o pau no gato!
faço bico quando falo francês
e quando a minha mãe fala que fez -
e não fez.
minha inteligência é atinada
ninguém sabe que eu não sei de nada.
meu veredicto é indiscutível
e meu carão é infalível.
tenho amigos e saio pra beber
e no fim da noite esquecer -
de mim mesmo.
domingo, 13 de março de 2011
quero uma cerveja pra nostalgiar o que não foi vivido
deixar pra lá o que lá está
caminhar sobre as águas dos meus lamentos
deixá-los pra lá
quero o precipício sentado em minha mesa
embriagado, embriagando-me
os olhos dela passam do outro lado
trazê-los-ei ao meu
passa o menino pedindo esmola
e eu pedindo a tua
o meu amor, chegou e foi embora
na mente, ficou tua imagem sem nitidez
tua voz sem clareza
teu sussurro a sussurrar
e toda a bebida, que no outro dia, ainda estará lá
no coração, a partida
e o que lá está.
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