quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Talvez eu enlouqueça
e deixe de pensar que sou eu.
Talvez eu envelheça
e pare de me barbear.

Contudo,
Posso ousar dizer todos os mandamentos bíblicos em versos.
Com nada,
Posso calar-me e ouvir o sermão.

Tantos deveres cumpridos
e alguns por terminar
são alguns títulos de mim.
E aquelas velhas promessas
são metaforicamente um deserto meu.

Ah, aqueles versos livres!
Como os invejo,
Sem preocupação com métricas extensas
ou curtas
e sem precisar virar à direita.

Sim, os versos brancos:
Soltos sem rimar casualmente,
Mas quando o sincero encontro de rimas se tornam acaso-instinto puramente animal.

Meus olhos se fecharão
e todas as direitas viradas,
o caminho longo
ou curto,
darão no mesmo infinito préviamente previsto.

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