sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Fato que todo ato
ainda que fraco
anima a noite e
perdoa o acerto.
elogia o erro
que não açoite
aquele aperto
morre.


para velar minha morte
festeje a maior festa:
jogos de sorte e flamencos felizes.
pois já não resta
algo assim como
claustrofobia de mim.

na minha morte aposte!
depressa, aposte intenção
gire a roleta da solidão.
enfrenta os dados jogados
à passagem aberta!
abre.

fechei os olhos e,
finalmente-e por sorte-,
ouço o faceiro instante
que foi traçado
-e estraçalhado-
pelo jogo de minha morte.

acendam uma vela!
uma de sete dias:
-no sétimo descansarei
com os imortais.
nos outros seis:
deixe-me em paz!

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