deixar pra lá o que lá está
caminhar sobre as águas dos meus lamentos
deixá-los pra lá
quero o precipício sentado em minha mesa
embriagado, embriagando-me
os olhos dela passam do outro lado
trazê-los-ei ao meu
passa o menino pedindo esmola
e eu pedindo a tua
o meu amor, chegou e foi embora
na mente, ficou tua imagem sem nitidez
tua voz sem clareza
teu sussurro a sussurrar
e toda a bebida, que no outro dia, ainda estará lá
no coração, a partida
e o que lá está.
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