quarta-feira, 7 de abril de 2010

conceitualizar o amor me parece tão fácil . o amor é assim e o amor é assado, já foi passado e presente, será futuro e acabado. conceitos e mais conceitos. criaram várias teorias de como o amor pode ser, depende do amor, claro: o frio na barriga,a mão suada, as unhas curtas, os cigarros, os vários cigarros acabados, as palavras incompletas, os sustos inusitados, o olhar que se finge perdido, o batimento batendo calado.o que esquecem é que o amor não é amor. o amor não é conceito por mais que isso já seja um. o amor sem verbo. o amor. amor. mas não quero escrever sobre amor, e sim sobre ela, ela sim tem conceito dos pés até outros pés, por mãos entre outras mãos, braços entre abraços. ela é curva. ela é toda. seu pensamento é reto. seu olhar discreto. ela é coxa e saliva. ela diz morrer quando espera. ela é pontual. ela é minha espera. se não saí de casa,foi ela. e quando não dormi? também ela. já basta eu nela. e eu? eu sou o amor. o amor é um eterno clichê e isso já é um. sou um clichê. meu texto clichê.

2 comentários:

Manuela disse...

Bem bonito o texto. Bem sincero. Posso escrever muitas inferências, mas um 'aproveite esse amor', é o que me vem à cabeça!

beta(m)xreis disse...

gostei tanto disso.