terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

uma casa sem teto, a porta foi arrancada, os móveis jogados com distâncias equivalentes entre si, uns ali, outros fora; uma escada pela metade e a lareira recentemente apagada como se ali tivesse passado um furacão.
um corpo sem cabeça, o coração levado, uns ali,outros não;a razão pela metade e um sentimento aceso como se tivesse passado um em um milhão.
um medo sem liberdade, a peça que não te deixa mover, o jogo em xeque mate previsto como se não tivesse fim depois que o rei se deitou.
a certeza de ter passado e o futuro pra passar surdo, um aqui,outro em fuga;um presente sem mais nem menos como se fosse um fenônemo que só acontece, que só ao acaso.
um resumo de mais um caso.

Um comentário:

diegocapdeville disse...

um caso é, por sua natureza, um femômeno.
os corpos encostam, esquentam, existem como se não houvesse portas ou mundo. o mundo é quando. é suspiro e abraço. o resumo é belo, como você.